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SAnto Expedito
IGREJAS CATÓLICAS REFORMADAS
IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL.

Gecionny Rodrigues

Somos Católicos Reformados

É assim que lemos na seção de dúvidas sobre o Anglicanismo no site da Diocese do Recife. E em muitos outros documentos do Anglicanismo.

Ora será que no maior país católico romano do mundo, nós anglicanos, sabemos o que é ser católico na essência da palavra? Será que com o crescimento dos evangélicos anti-católicos (Pentecostais e Neopentecostais), teríamos a coragem de nos identificar com católicos reformados?

O Reverendo Jorge Aquino em entrevista ao Jornal União afirmou: "infelizmente há muita ignorância no povo evangélico brasileiro, que se deve em grande parte a nós pastores, que permitimos que a formação da identidade protestante brasileira, ao invés de ser positiva, seja negativa. O protestante brasileiro não sabe o que ele é, sabe o que não é: católico romano. Ele não usa isso, não faz aquilo, nem faz aquilo outro. Em todos os lugares do mundo os protestantes usam paramentos, tem liturgia bem elaborada. Mas no Brasil isso parece catolicismo. Os anglicanos são sim, católicos, mas não romanos”.

Ser católico reformado não é uma característica apenas da ala anglo-católica da Igreja Anglicana, é uma característica também dos evangélicos, carismáticos e liberais. Já que a Igreja da Inglaterra é uma Igreja Católica Reformada, porque nunca eliminou a sua catolicidade expressa no Quadrilátero de Lambeth: Credos, Sacramentos, Episcopado e Bíblia.

Por certo que ser católico reformado não é ser católico romano, até porque reformado é uma alusão a Reforma Protestante do século XVI, que foi vital para o surgimento da Igreja da Inglaterra, mas que não alterou a natureza da Igreja da Inglaterra que era católica, mas somente a sua forma deixando de ser católica romana e passando a ser católica reformada.

Outros ainda preferem afirmar que somos católicos e protestantes, afirmar isso também é correto, mas necessita de uma explicação: a palavra “Protestante” não significa necessariamente o oposto de “católico”, mas o oposto de “papista”. Porém no cenário cristão nacional afirmar isso nos afastaria da tradição majoritária evangélica que é anti-católica e da tradição majoritária da Igreja Católica que é anti-protestante.
O nosso Bispo D. Robinson Cavalcanti, no seu livro “A Igreja, o país e o mundo” (p.37), nos diz : “O culto protestante deve ser mais católico. Não se pode jogar impunemente dois mil anos de adoração universal na lata do lixo da história”.

Muito cômodo porém é dizermos somente: “somos evangélicos” e nos incluirmos no imenso e eclético bolo do protestantismo brasileiro, negando dessa forma a nossa natureza católica, nos afastando por isso dos católicos romanos e dos católicos ortodoxos.

O Rev. Jorge Aquino na mesma entrevista ao Jornal União afirmou : “Todos os cristãos são católicos, pois a Igreja Católica é a Igreja Universal, a de Cristo. A Igreja é Santa, Católica e Apostólica, e esta é a que Cristo fundou. Porém a Igreja de Roma é uma expressão e tem data e local de fundação. No entanto um batista é católico, um anglicano é católico e isso porque todos afirmam a mesma fé, a fé dos credos da Igreja Primitiva Indivisa. Não há nenhum cristão que descreia da Trindade ou na divindade de Jesus Cristo. Isso nos faz católicos”.

De fato pelo quase completo desconhecimento do Anglicanismo no Nordeste em especial, quando falamos que somos da Igreja Anglicana a um evangélico leigo pentecostal ou neopentecostal ele desconhece e pergunta se essa Igreja foi fundada a pouco tempo. E geralmente quando assiste a um culto anglicano, ele diz que a Igreja não é evangélica por conservar a Liturgia e o sacerdócio típicos da Igreja Católica Romana.

D. Robinson Cavalcanti, no artigo: “Anglicanismo como expressão da Primeira Reforma”, diz que ser protestante na região Nordeste é ser sectário, anti-intelectual, legalista, moralista, fundamentalista, socialmente insensível, culturalmente irrelevante, politicamente alienado e irracionalmente anti-romano. Esse novo e lamentável rosto exclui a Primeira Reforma. Nesse contexto os anglicanos e luteranos não são considerados protestantes (ou autênticos protestantes). Por outro lado, anglicano e luterano que se preze não irá se considerar protestante se tiver que se identificar com esse perfil do protestantismo do Nordeste.

Já um evangélico de uma Igreja Histórica (luterano, presbiteriano e batista), entende a Igreja como uma Igreja Protestante Histórica com suas peculiaridades.

Já quando falamos que somos católicos reformados ou católicos anglicanos a um católico tradicional, ele não aceita que um anglicano (protestante) possa ser católico. Já um católico romano aberto aceita bem a Igreja Anglicana e considera a Igreja Anglicana uma Igreja Católica não-romana .

De fato a teoria da Via-Média seria perfeita para explicar essa situação que o próprio Ex-Arcebispo de Cantuária, Sua Graça George Carey ao ser indagado se a Igreja da Inglaterra era católica ou protestante, ele olhou para a Catedral Católica de Westmister e disse : “nós somos católicos, mas nem tanto”, depois olhando para a capela presbiteriana de Westmister disse: “somos reformados, mas nem tanto”.

Nosso Bispo Diocesano D. Robinson Cavalcanti disse recentemente na abertura do Concílio da Diocese: sou cristão, protestante, evangélico e anglicano. Porém fez questão de dizer que a nossa diocese é aberta e inclusiva a outras correntes do Anglicanismo. E nem se trata de dizer o evangelicalismo pretende ser o “verdadeiro anglicanismo”, isso seria um desastre e uma porta aberta para a intolerância.

D. Robinson Cavalcanti, no seu artigo “O anglicanismo como expressão da primeira Reforma”, afirma: “Os primeiros reformadores não pretendiam criar uma ‘Igreja reformada’, mas, sim reformar a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, já , então dividida entre Ocidente e Oriente. Um protestante, assim, não seria um anti-católico, mas um verdadeiro católico, diante dos desvios, erros, superstições e corrupções da Igreja do Ocidente. A catolicidade, a consciência de que somos a continuidade histórica da Igreja Romana são características da Primeira Reforma”.

Nesse mesmo Concílio ainda foi afirmado que todos serão respeitados no secundário, e a todos se exigirá respeito no essencial. O plural será sempre opcional, mas não se admitirá que maiorias ou minorias pretendam impor veto a legítimas expressões em nossa inclusividade.

De todos se requer sinceridade, humildade, fraternidade, companheirismo, respeito ao diferente, bom senso e honestidade intelectual, nunca operando emocionalmente sobre o que não se conhece, ou sobre o que se ouviu dizer.

Parafraseando nosso Bispo eu posso dizer: sou cristão, católico e anglicano. Cristão porque antes de seguir qualquer ramificação do Cristianismo, sou discípulo e seguidor de Jesus Cristo. Católico porque creio que a fé da Igreja indivisa é católica (universal) expressa nos credos, no tríplice ministério católico: Bispos, Presbíteros e Diáconos; nos sacramentos maiores: Batismo e Eucaristia e nos menores: Ordem, Unção dos Enfermos, Penitência, Confirmação e Matrimônio, nas Ordens religiosas, no Calendário Cristão (dividido em tempos litúrgicos: Advento, Natal, Páscoa, Tempo Comum, etc), no calendário dos santos (que relembra a memória dos santos), no LOC (Livro de Oração Comum) que diz no seu prefácio: “Somos uma Igreja Católica e continuamente reformada” e ainda porque tenho uma tendência anglo-católica, herdeira dos postulados do Movimento de Oxford.
Anglicano, porque é na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil que vivo a fé em comunidade. Em submissão ao meu pároco Rev. Jorge Aquino, ao Bispo Diocesano D. Robinson e ao Sufragâneo D. Filadelfo, ao Primaz de nossa Província D. Glauco e com laços históricos e espirituais com o 104º Arcebispo de Cantuária Sua Graça Rowam Wiliams.

Como é bom ser católico reformado e sabermos que a nossa Igreja está em sucessão apostólica desde 597 d.C. quando Santo Agostinho foi sagrado o 1º Arcebispo de Cantuária. Como é bom ter comunhão tanto com católicos romanos e católicos ortodoxos, quanto com protestantes.

Que o Espírito Santo nos instrua a viver uma fé Católica para toda a verdade de Deus e Protestante contra todo erro dos homens. Amém!
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*Catequista Anglicano na Paróquia da Natividade (NATAL – RN)
*Contatos : gecionny@bol.com.br

ESTRUTURA DA IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL

1- DIOCESE ANGLICANA DE BRASILIA DF
Bispo Dom Almir dos Ssantos.

2- Diocese Anglicana de Recife
Bispo Dom Robson Cavalcante

3- Diocese Anglicana do Rio de Janeiro
Bispo Dom Celso Franco de Oliveira

4- Diocese Anglicana de São Paulo
Bispo Dom GLAUCO SOARES DE LIMA PRIMAZ DO BRASIL

5- Diocese Anglicana de Pelotas -RS
Bispo Dom Dom Sebastião Aramando Gameleira Soares.

6 - Diocese Anglicana de Santa Maria
Bispo Dom Naudal Alves Gomes

Para saber mais sobre a IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL ACESSE O SEU SITE
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Santo Expedito, Criador das Bandas de Músicas Militares
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